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Netflix diz que IA não vai matar a arte: ‘Histórias verdadeiras são humanas’

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Enquanto os algoritmos dominam tendências, playlists e recomendações, a maior plataforma de streaming do planeta tenta dissipar um dos maiores mitos do nosso tempo: a ideia de que a inteligência artificial substituirá artistas e criadores. Em visita ao México para a inauguração do novo centro criativo da Netflix na América Latina, Greg Peters, co-diretor executivo da companhia, deixou claro que o papel da tecnologia é outro — e que, pelo menos por ora, ele não devora a arte nem engole narrativas humanas.

Com 325 milhões de assinantes ao redor do mundo e um compromisso de US$ 1 bilhão em produção local, a Netflix reforça seu investimento na diversidade cultural e criativa dos territórios onde opera. Para Peters, a inteligência artificial ainda não é uma ameaça à alma do storytelling — essa continua sendo uma habilidade exclusivamente humana, difícil de replicar em código ou redes neurais.

A fala do executivo surge em meio a um momento de crescente ansiedade na indústria do entretenimento, alimentada por vídeos virais de lutas simuladas entre celebridades geradas por IA e debates inflamados sobre o futuro da criação artística. Para Peters, esses exemplos mostram avanço tecnológico, mas não substituem o que realmente importa: histórias com profundidade, impacto e sentido.

No mesmo discurso, ele destacou que as novas instalações da Netflix no México — que funcionarão como um hub criativo para produções locais — são mais uma prova de que a empresa continua apostando não apenas em algoritmos, mas em talentos humanos de cada região. O plano inclui a ampliação do quadro de funcionários em 15% até o fim de 2026, reforçando investimentos em séries, filmes, games e experiências interativas que vão além da tradicional tela passiva.

Embora o uso de IA esteja incorporado a diversas etapas da produção — desde recomendações personalizadas até ferramentas que auxiliam equipes criativas — Peters se manteve firme: “a habilidade de contar histórias de maneira significativa ainda é uma característica humana insubstituível”.

Com planos de expansão que incluem transmissões exclusivas de eventos esportivos, videogames interativos e novos formatos de entretenimento, a Netflix tenta equilibrar tecnologia e cultura. No fim das contas, a mensagem é clara: a inteligência artificial pode impulsionar o conteúdo, mas quem faz arte mesmo continua sendo a gente — músicos, roteiristas, diretores e criadores de todos os gêneros.

Fonte: El Pais

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Investimento recorde em IA esbarra no custo da energia, alerta S&P Global

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A indústria da inteligência artificial está tocando alto — mas o amplificador pode estar ligado numa tomada instável.

As gigantes da tecnologia preparam um investimento monumental de cerca de US$ 635 bilhões em infraestrutura de IA até 2026, uma escalada absurda frente aos US$ 383 bilhões de 2025 e aos modestos US$ 80 bilhões de 2019. No lineup estão nomes pesados como Microsoft, Amazon, Alphabet e Meta, todas apostando pesado em data centers, chips e capacidade computacional.

Só que o som começou a distorcer.

Energia: o gargalo invisível da revolução

Segundo análise da S&P Global, o verdadeiro headliner desse show não é a IA — é a energia.

Data centers que sustentam modelos avançados consomem quantidades colossais de eletricidade, tornando toda a cadeia altamente sensível ao preço do petróleo, gás e infraestrutura elétrica.

Com a escalada de tensões no Oriente Médio, os custos energéticos voltaram a subir, trazendo um risco direto:
o boom da IA pode esbarrar no limite físico da energia disponível — e no preço dela.

Executivos do setor energético já alertaram que os riscos de oferta ainda não estão totalmente precificados, o que pode gerar aumentos adicionais e efeito dominó na economia global.

O hype da IA começa a perder BPM

O mercado financeiro vinha surfando a onda da IA como um hit global em 2025. Mas agora, o ritmo desacelerou.

A euforia que levou bolsas a máximas históricas começa a dar sinais de cansaço diante de um cenário mais caro, mais incerto e mais dependente de fatores geopolíticos.

E o recado é claro:
se os custos de energia subirem demais — ou não forem compensados por lucros — pode rolar uma correção pesada nos mercados globais.

Infraestrutura: o palco ainda não está pronto

Além da energia, há outro problema de bastidores: executar esse investimento colossal.

Mesmo com bilhões disponíveis, há dúvidas sobre a capacidade real de transformar esse dinheiro em data centers funcionais e eficientes no curto prazo — o que levanta suspeitas sobre gargalos logísticos e tecnológicos.

IA, energia e o futuro do espetáculo

A equação é simples — e brutal:

  • IA precisa de escala
  • escala precisa de energia
  • energia está cara e instável

E aí nasce a tensão central da nova economia digital.

Hoje, a inteligência artificial não é só software: é infraestrutura pesada, consumo energético massivo e geopolítica pura. Em outras palavras, o futuro da IA pode depender menos de algoritmos… e mais de usinas.

Fonte: Reuters

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Ritmo acelerado — Meta & Nvidia: como a batida dos chips está moldando o futuro da IA

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A batida da inteligência artificial segue acelerando na bolsa e a protagonista dessa sinfonia tecnológica é a norte-americana Nvidia. A fabricante de chips está tocando uma ofensiva robusta para manter — e amplificar — seu papel de referência no universo da IA, mirando uma capitalização de mercado na casa dos US$ 5 trilhões, uma conquista que já chegou a alcançar no fim de 2025 e que agora volta ao centro das atenções dos investidores .

No coração dessa estratégia está uma parceria ampla com a Meta, gigante de Mark Zuckerberg, para a venda de milhões de unidades de seus chips de IA — incluindo as linhas atuais Blackwell e as futuras séries Rubin, assim como os seus processadores centrais Grace e Vera . Esse acordo multianual reforça a dependência das grandes plataformas em relação ao poder de processamento da Nvidia para rodar aplicações de IA em massa — desde recomendadores de conteúdo até sistemas de personalização de escala global.

O movimento não é apenas comercial, mas também de posicionamento estratégico no tabuleiro competitivo: enquanto a Nvidia fortalece laços com clientes chave, rivais como Intel e AMD continuam em busca de sua própria fatia do mercado de IA. A aposta é que, com demandas corporativas e de nuvem crescendo vertiginosamente, a arquitetura de chips da Nvidia — que combina desempenho bruto com eficiência energética — permaneça como trilha sonora dominante no setor .

Investidores reagiram com entusiasmo. As ações da Nvidia se sustentam em níveis elevados, respirando perto de recordes e colocando novamente no radar a marca simbólica dos US$ 5 trilhões em valor de mercado. Analistas de mercado, olhando além da próxima nota de “airplay” financeiro, levantam cenários em que o preço-alvo das ações pode subir ainda mais, com estimativas que variam de consenso até visões mais ousadas .

O plano da Nvidia também implica expansão geográfica: a empresa tem intensificado acordos no mercado indiano, colaborando com grupos tecnológicos locais como Wipro, Infosys e Tech Mahindra — aproveitando a previsão de investimentos em IA no país que podem ultrapassar os US$ 200 bilhões nos próximos anos .

Enquanto isso, o mercado global de semicondutores segue crescendo, impulsionado pela demanda por IA e projetado para ultrapassar US$ 1 trilhão em receita ainda neste ano, segundo associações da indústria . No meio dessa sinfonia, a Nvidia compõe fortes acordes — unindo tecnologia, parcerias e uma visão de longo prazo — para manter sua liderança no palco do futuro digital.

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88 Países Assinam Acordo Histórico para Orientar a Era da Inteligência Artificial

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Nova Delhi — Em um dos momentos mais importantes da diplomacia tecnológica no século XXI, 88 países assinaram a chamada Declaración de Delhi durante a Cúpula de Impacto de Inteligência Artificial 2026, encerrada neste sábado na capital da Índia.

O acordo, descrito como o maior pacto diplomático já firmado sobre inteligência artificial (IA), reúne nações de diferentes blocos políticos e econômicos — incluindo Estados Unidos, China, União Europeia e Brasil — em torno de uma visão global para o desenvolvimento ético e inclusivo das tecnologias de IA.

Batizada oficialmente de New Delhi Declaration on AI Impact, a declaração não cria obrigações legais, mas estabelece um conjunto de diretrizes voluntárias para orientar políticas públicas e cooperação internacional na era da IA. A assinatura teve de ser adiada um dia devido a intensos debates sobre seu texto final, que acabou ajustado para acomodar diferentes visões sobre segurança e governança tecnológica.

No centro do acordo está a ideia de que a inteligência artificial deve ser usada para beneficiar a humanidade como um todo, e não apenas os países ou empresas mais avançados tecnologicamente. Entre os pilares defendidos estão a democratização do acesso à tecnologia, a cooperação internacional em pesquisa e inovação, e o desenvolvimento de sistemas confiáveis, transparentes e seguros.

A Declaración de Delhi prevê ainda a criação de estruturas colaborativas como o Trusted AI Commons — um “arsenal global” de práticas e protocolos para mitigar riscos de sistemas de IA — e uma carta de democratização que busca facilitar o acesso a recursos essenciais, como chips e infraestrutura, especialmente para países em desenvolvimento.

Durante o evento, líderes da tecnologia presentes no encontro — incluindo figuras de destaque do Vale do Silício — defenderam uma abordagem maior de descentralização e transparência no desenvolvimento de IA, alertando para riscos potenciais de concentração de poder e desigualdade tecnológica.

O pacto representa um marco nas tentativas de construir um consenso internacional sobre a governança da inteligência artificial, colocando foco não apenas nos benefícios econômico-sociais da tecnologia, mas também em questões éticas, de inclusão e de distribuição equitativa de seus avanços.

Fonte: ABC

Na foto em destaque, líderes mundiais posando com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, durante a Cúpula de Impacto da IA 2026 no Bharat Mandapam, Nova Délhi, Índia.
Divulgação do Press Information Bureau.”

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