Tecnologia & IA
OpenAI desenvolve ferramenta “concorrente” da Suno
A OpenAI trabalha numa ferramenta generativa que permitirá compor peças musicais originais a partir de instruções em texto, similar ao que já é feito pela Suno, uma das ferramentas mais bem reconhecidas globalmente para geração de música por inteligência artificial.
De acordo com a Infobae, citando a The Information, a ferramenta aceitará prompts de texto, como descrições detalhadas sobre o caráter ou estilo musical desejado, mas também usará fragmentos de áudio para a criação.
Ainda segundo a publicação a proposta atenderia tanto ao público geral, como aos criadores de conteúdo e profissionais da indústria audiovisual.
Para a ferramenta, a OpenAI fará uma parceria com estudantes da reconhecida escola de arte e música, Juilliard School. Os estudantes colaboram com a elaboração de material de treinamento para o sistema.
Ainda não há uma data exata para lançamento desta ferramenta generativa de música, nem confirmação de que ela será integrada aos produtos já existentes da OpenAI, como o ChatGPT ou a aplicação, Sora.
Já existem algumas ferramentas similares como Beatoven.ai , Soundraw , AIVA , Mubert entre outros. Algumas delas são citadas como concorrentes da Suno, mas têm suas particularidades, como não gerar canção completa com letra, exigir mais conhecimento musical, foco em instrumentais, opções pagas e gratuitas etc.
A imagem que ilustra este post foi gerada por IA.
Tecnologia & IA
Suno reforça equipe com veterano Sam Berger para ampliar parcerias com artistas
Suno, uma das plataformas de música generativa por inteligência artificial que mais movimenta o cenário tecnológico da indústria musical, anunciou a contratação do executivo Sam Berger como Senior Director de Artist Partnerships — uma peça-chave para intensificar a conexão entre criadores e tecnologia.
Berger, figura respeitada nos bastidores do mercado fonográfico, traz na bagagem passagens sólidas por empresas influentes como Spotify e Patreon, além de uma carreira marcada por gestão de artistas e estratégias digitais. No início dos anos 2020, ele liderou a estratégia musical do Patreon e fundou a equipe de música da plataforma de livestream Moment House, onde trabalhou com nomes como Justin Bieber, Tame Impala e Anderson .Paak — vendendo mais de 2 milhões de ingressos globalmente antes da aquisição pela própria Patreon.
A contratação de Berger acontece sob o comando de Paul Sinclair, Chief Music Officer da Suno, que também traz experiência de décadas em grandes gravadoras. Para Sinclair, Berger é “um dos parceiros de artistas e gravadoras mais respeitados da indústria”, com um histórico de colocar a visão criativa do artista em primeiro plano enquanto navega por novas fronteiras tecnológicas.
Qual é o plano?
Na prática, Berger ficará focado em desenvolver e escalar parcerias com artistas, gestores e equipes criativas, explorando como a IA pode “apoiar com sensibilidade a criação musical moderna”. A ideia não é substituir músicos com tecnologia, mas construir ferramentas que se integrem ao processo artístico e ampliem possibilidades criativas.
Essa movimentação chega em um momento crítico: a Suno passa por uma espécie de “rebate” de narrativa no mercado. Depois de enfrentar acusações de violação de direitos autorais por grandes gravadoras, a startup alcançou um acordo de licenciamento com Warner Music Group — um movimento que resolvia parte dos litígios e abriu caminho para que artistas optem por permitir o uso de suas vozes, imagens e composições na IA.
Por que isso importa?
A entrada de Sam Berger sinaliza que a Suno não quer apenas ser vista como uma ferramenta de curiosidade ou experimento tecnológico. A empresa busca um papel legítimo no ecossistema musical, aproximando tecnologia e indústria tradicional, enquanto reforça um discurso de colaboração com artistas — uma narrativa que reverbera naqueles que defendem uma IA “pro-artista” e ética.
Analistas e observadores do setor apontam que movimentos como esse redefinem o papel da IA nas carreiras musicais: da criação autônoma para ferramentas de co-criação entre humanos e máquinas, com pontos de contato direto entre músicos e plataformas digitais.
Fonte: Billboard
Tecnologia & IA
Napster renasce como plataforma de criação musical com IA — e joga playlists no museu das relíquias
O ícone que revolucionou a música global no fim dos anos 1990 está oficialmente de volta — mas não como você lembrava. A marca Napster, que em 1999 virou sinônimo de pirataria e democratização do acesso à música, ressurge em 2026 como uma plataforma totalmente orientada à inteligência artificial generativa, lançando um novo app que abandona de vez os catálogos de artistas e as tradicionais playlists em prol de experiências sonoras produzidas em tempo real por IA.
Em vez de oferecer um acervo de músicas licenciadas pelas gravadoras, a nova Napster App (para iOS e Android) se apresenta como um estúdio portátil: o usuário interage com “AI Artists” — artistas artificiais que compõem trilhas únicas conforme o gosto e as instruções de cada ouvinte. Podcasts, trilhas para meditação, áudio para bem-estar e até ferramentas de co-produção musical são gerados no momento e não repetem padrões fixos como uma playlist tradicional.
“Não é mais sobre consumir música, é sobre criá-la com IA”, afirma John Acunto, CEO da Napster, destacando a proposta de transformar fãs em participantes ativos do processo criativo.
A jogada marca um movimento ousado no mercado: Napster aposta que a próxima fronteira da música digital não é descobrir canções, mas inventá-las. Nesse modelo, não existem catálogos com nomes consagrados, nem rankings de faixas populares — cada experiência sonora é moldada por IA a partir de prompts dos usuários.
Outro elemento do novo ecossistema são os AI Companions, agentes de IA com interface de vídeo que colaboram no processo criativo e adaptam conteúdo com base no engajamento do público. A empresa também integrou o app com projetos de hardware e software anteriores, como o sistema Napster View — um display holográfico voltado à interação com IA.
Enquanto alguns fãs veteranos lamentam a perda de suas bibliotecas e playlists tradicionais — e migram para serviços concorrentes —, a nova Napster aposta que quem vem à frente da curva cultural vai abraçar o formato.
O app está disponível globalmente e pode ser acessado também pela web, abrindo um capítulo completamente diferente para uma marca que já foi símbolo de rebeldia tecnológica no cenário musical.
Fonte: TomsGuide
Tecnologia & IA
Suno e o choque entre tecnologia e tradição na indústria musical
Em menos de três anos, a startup americana Suno transformou-se de promessa a protagonista de um dos debates mais acalorados na música contemporânea: a emergência da inteligência artificial como instrumento criativo e desafio às estruturas tradicionais da indústria. Guiada pelo cofundador e CEO Mikey Shulman, a empresa estima já ter alcançado um valor de mercado na casa dos US$ 2,45 bilhões — apesar de uma base modesta de cerca de 1 milhão de assinantes pagantes e diversas controvérsias legais no caminho.
Do prompt ao hit: Suno como gerador de música
No centro do furacão está a proposta tecnológica da Suno: uma plataforma que cria faixas completas a partir de simples descrições de texto. Usuários podem digitar pedidos como “pop-country para estádio com tema de relacionamentos passados”, e a IA devolve canções inteiras — vocais, harmonia e arranjos — em questão de minutos.
A empresa tem expandido seu alcance tecnológico, incluindo o lançamento do Suno Studio, uma estação de trabalho generativa que combina edição multi-pista com geração automática de stems. Também integrou o WavTool, trazendo funcionalidades de DAW (Digital Audio Workstation) diretamente para sua plataforma.
Valorização bilionária, debate artístico e críticas
Apesar dos números impressionantes, a Suno caminha numa corda bamba entre inovação e crítica feroz. De um lado, há entusiastas que veem na IA uma ferramenta que democratiza o acesso à criação musical, permitindo que amadores e profissionais experimentem sem barreiras técnicas.
Do outro, músicos, produtores e entidades da indústria enxergam riscos profundos. Organizações como a Recording Industry Association of America (RIAA) e a sociedade de autores alemã GEMA moveram processos contra a empresa, alegando que suas IAs foram treinadas com material protegido por direitos autorais sem as devidas licenças — um ponto que Suno contesta, afirmando treinar seus modelos em dados públicos e que não permite prompts com nomes de artistas específicos.
Críticos vão além do legal: há quem diga que a tecnologia pode desvalorizar o ofício humano, reduzindo anos de aprendizado e expressão artística a algo que se digita em um prompt. Comunidades de músicos em fóruns online refletem um sentimento que mistura ceticismo, frustração e medo pela desvalorização da arte.
Parcerias, licenciamento e o futuro da criação
Em resposta às tensões, a Suno negociou um acordo com a Warner Music Group, lançando um modelo de IA baseado em catálogo licenciado e com mecanismos para que artistas escolham como suas músicas, vozes e imagens podem ser usadas. Essa parceria, anunciada em 2025, sinaliza um movimento da indústria em integrar — e não apenas combater — a IA generativa.
Para Shulman, a visão é clara: a IA não substituirá músicos, mas mudará profundamente como a música é feita e consumida. Ele fala em tornar a música mais “interativa” e em formatos que se jogam, não apenas se escutam.
O que está em jogo
O debate sobre Suno é emblemático de um momento maior na música global: à medida que algoritmos ganham capacidade criativa, o setor precisa repensar direitos autorais, modelos de remuneração, autoria e o próprio significado da arte musical. Se isso representa uma nova fronteira de participação e experimentação, ou um episódio de desvalorização artística camuflado de tecnologia, depende tanto da regulação quanto da forma como artistas, plataformas e audiências escolherem interagir com a música que emerge dessa nova era.
Fonte: Eamonn Forde / The Guardian
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