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Cinema

Diretor admite que pode usar IA em sequência de clássico policial com Al Pacino e De Niro

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Cena de Al Pacino e Robert De Niro em Heat | Foto: Reprodução/IMDb - Warner Bros. Entertainment Inc.

O cineasta Michael Mann revelou detalhes sobre a aguardada sequência do épico drama policial, Heat (no Brasil, “Fogo contra fogo”), dentre elas a experimentação do uso de inteligência artificial (IA). “Não uso tecnologia de forma gratuita. Quando há uma necessidade dramática ou estética, mergulho fundo no que preciso”, declarou no último dia 17 durante o Festival Lumière, em Lyon na França, onde foi premiado.
A sequência deve começar a ser filmada no meio de 2026 e, segundo o diretor, a passagem de tempo (envelhecimento e rejuvenescimento) será importante no filme, aí ajudaria a IA.

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Robert De Niro e Val Kilmer em cena de Heat | Foto: Reprodução/IMDb – Warner Bros. Entertainment Inc.

Heat, de 1995 foi estrelado por Al Pacino, Robert De Niro e Val Kilmer (falecido em abril de 2025), e outros atores como Ashley Judd, Amy Brenneman, Tom Sizemore e Jon Voight.

A sequência já gera expectativa em Hollywood. Leonardo DiCaprio estaria negociando o papel que foi de Val Kilmer. Austin Butler, Adam Driver e Bradley Cooper também foram cotados para estrelar o longa. Até agora nenhum contrato foi assinado.

Com informações de O Globo.

A imagem de destaque é de cena de Al Pacino e Robert De Niro em Heat | Foto: Reprodução/IMDb – Warner Bros. Entertainment Inc.

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Notícias

Orson Welles remixado pela inteligência artificial: entre reparo histórico e profanação tecnológica

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O nome Orson Welles já carregava em sua própria sonoridade a promessa de uma epopeia cinematográfica. Mas, assim como na música — quando um clássico é reeditado pelos algoritmos do mainstream e acaba esvaziado de alma — a mais recente tentativa de “restaurar” um dos maiores filmes perdidos de Welles está incendiando um debate que cruza estética, ética e tecnologia.

O filme em questão é The Magnificent Ambersons (1942), obra-prima parcial que surgiu no rastro do monumental Cidadão Kane. Originalmente concebido como um retrato brutal e lírico da decadência de uma família abastada no coração dos Estados Unidos, a película teve quarenta e três minutos de material cortados pela RKO Studios e substituídos por um final açucarado, num dos episódios mais infames de censura corporativa na história de Hollywood. As cenas descartadas foram posteriormente destruídas — um verdadeiro “deleção total” que virou lenda entre cinéfilos.

Agora, quase 84 anos depois, o empresário Edward Saatchi — fundador da startup de IA Fable Studio e apoiado por backing da Amazon — está tentando recuperar o que foi perdido. Utilizando inteligência artificial generativa e uma plataforma chamada Showrunner, a equipe pretende reconstruir as cenas desaparecidas usando roteiros originais, fotografias de produção e vozes digitalizadas dos próprios atores originais. É como se um engenheiro musical tentasse reeditar as fitas originais de um álbum histórico que foi censurado pela gravadora — só que usamos aprendizado de máquina em vez de fita magnética.

A ideia é tão ambiciosa quanto provocadora: atores vivos gravam cenas em estúdio, e depois seus rostos e vozes são substituídos por versões digitais de estrelas que morreram há décadas. Na contramão de muitas iniciativas de IA que “tolhem” o espírito autoral, Saatchi afirma que sua visão é “direcionar a tecnologia para o que poderia ser o auge perdido de Welles”, um gesto de reparo histórico mais do que um espetacular show de efeitos.

Só que nem todos concordam com esse tom messiânico. A família de Welles — especialmente sua filha Beatrice — deixou claro que o projeto até agora seguiu sem a bênção formal do espólio e sem os direitos exigidos pelos detentores originais da obra. E críticas já pipocam nos bastidores: será que recriar um clássico com algoritmos é reescrever a história ou profanar um artefato sagrado? Alguns tradicionais entusiastas do cinema temem que a iniciativa — apesar de respeitosa nas intenções — sinalize um precedente perigoso, abrindo portas para intervenções cada vez mais ousadas em obras que deveriam ser intocáveis.

A discussão ecoa debates análogos na música — como a remixagem póstuma de gravações, ou relançamentos com overdubs feitos por produtores que nunca conheceram o artista original — e nos obriga a confrontar uma pergunta difícil: a tecnologia pode realmente “consertar” um passado mutilado ou está apenas criando uma versão alternativa, um “deepfake cultural” que compete com o original?

No fim das contas, o processo em si pode se tornar tão provocativo quanto a obra que tenta resgatar: uma mistura de fascínio, controvérsia e reverência artística que desafia tanto amantes do cinema clássico quanto críticos de tecnologia.

Fonte: The New Yorker

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Cinema

Ghost in the Machine: o documentário que traduz a era da IA em imagens e ideias

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Ao cruzar filosofia, crítica social e uma boa dose de inquietação, o novo documentário Ghost in the Machine, de Valerie Veatch, emerge no cenário mundial como um dos retratos mais instigantes sobre o fenômeno da inteligência artificial em tempos recentes. Com 110 minutos de duração, o filme estreou no Sundance Film Festival 2026, sendo rapidamente apontado pela crítica como uma obra de grande urgência cultural.

O título — inspirado no conceito filosófico cunhado pelo pensador Gilbert Ryle — ressoa como metáfora perfeita para o debate que a produção traz à tona: a presença (e os “fantasmas”) da tecnologia em tudo o que fazemos hoje. Ryle desafiava a ideia de uma mente separada do corpo; Veatch amplia essa reflexão para a tecnologia que, embora pareça distante, já molda profundamente nossas percepções e estruturas sociais.

Ao longo do documentário, Veatch costura entrevistas com cientistas de dados, filósofos, críticos culturais e historiadores, criando um painel de vozes que articulam não apenas os avanços tecnológicos, mas também seus percalços éticos e históricos. A narrativa abre com o caso emblemático do chatbot Tay, da Microsoft, lançado no Twitter em 2016, que rapidamente degenerou em respostas problemáticas — um espelho perturbador das interações humanas que alimentam esses sistemas.

A crítica à IA não se limita à superfície técnica dos algoritmos; o filme reconstrói uma genealogia inquietante que liga a lógica computacional moderna a práticas como a eugenia e a frenologia do início do século XX — teorias pseudocientíficas que legitimaram hierarquias de raça e gênero. Essas conexões históricas formam uma base crítica que questiona o ethos de parte do Vale do Silício e sua relação com valores culturais mais amplos.

Visualmente, a obra recorre tanto a material de arquivo quanto a sequências geradas por IA. Há um jogo curioso entre cenas “designadas” como IA e outras não — um gesto que, apesar de às vezes distrair, é também uma forma de convidar o público a pensar sobre as fronteiras cada vez mais tênues entre o autêntico e o fabricado.

Alguns críticos apontam que a montagem e escolhas sonoras exageradas dificultam a concisão do filme, mas também reconhecem sua ambição intelectual: Ghost in the Machine não tenta entregar respostas prontas, e sim ampliar o debate cultural sobre um dos temas mais urgentes da década.

O resultado é um documentário “imperfeito, mas profundamente representativo da nossa era”, como destacou um dos críticos — uma obra que, mais do que explicar o fenômeno da inteligência artificial, coloca o espectador frente à complexidade do que isso tudo significa para a sociedade hoje.

Fonte: POV Magazine

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Cinema

Quando o Código Encontra a Câmera: Dentro do Silicon Valley AI Film Festival

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San José (EUA) – Não foi apenas um festival de cinema. Nos dias 10 e 11 de janeiro, San José, coração do Vale do Silício, inaugurou o Silicon Valley AI Film Festival (SVAIFF), um encontro que reuniu cineastas, tecnólogos, artistas e programadores em uma celebração do cinema emergente produzido com ferramentas de inteligência artificial.

Promovido pela Star Alliance Company Inc., o SVAIFF se autodefinou como uma “fusão de inteligência artificial, cinema e tecnologia criativa” — um palco onde narrativas e algoritmos se encontram para repensar a própria noção de criação cinematográfica.

Ao longo de dois dias, o festival explorou o impacto da IA sobre a produção audiovisual, tanto no plano artístico quanto no econômico. Em painéis e apresentações, nomes como Jonathan Yunger, fundador do estúdio de IA Arcana Labs, mostraram trailers e projetos gerados por IA — incluindo teasers como Revolutionary, uma série documental sobre George Washington, e Cosmic, concebido com colaborações de veteranos da indústria.

A barreira de entrada em Hollywood é muito alta. A criatividade real começa com o humano, e ferramentas como a IA deveriam democratizar quem pode contar histórias, não substituí-lo”, afirmou Yunger, sintetizando o discurso mais ouvido no festival.

Mas nem todos estão convencidos. A cofundadora do festival, Cynthia Jiang, destacou o uso crescente de IA em pós-produção e desenvolvimento de projetos, mas reconheceu resistência entre produtores mais tradicionais, especialmente fora do circuito ocidental, que questionam se a máquina pode algum dia replicar a expressividade humana no cinema.

Participantes como Olivia Doman, da Rodeo FX, ponderaram que a IA traz eficiência para estágios como previsualização e ideação, mas que ainda há algo insubstituível no processo artesanal da filmagem tradicional.

Apesar do nome, o evento foi muito além de projeções em tela: além de painéis e discursos, o público viu desfiles de moda robótica, performances de modelos automatizados e painéis de discussão sobre ética, estética e indústria.

A cerimônia de premiação destacou produções que exploram a IA como ferramenta narrativa — entre mais de 2.000 inscrições, o Grand Prix foi para White Night Lake, de Wenqing Shanguan, uma fábula poética sobre um papagaio possuído pela alma de seu dono. A Tree’s Imagination, de Wenye Bot, levou o prêmio de melhor curta-metragem animado.

O festival marcou também a estreia mundial de The Wolves, longa-metragem de Bing He, que mescla realidade e ficção no cenário inóspito da Mongólia Interior – um exemplo de como cineastas de diferentes tradições estão encontrando na IA um atalho para materializar visões que antes exigiriam recursos inacessíveis.

Mais do que uma vitrine de tecnologia, o SVAIFF surge como um ponto de inflexão no diálogo entre arte e algoritmo, abrindo espaço para uma nova geração de criadores — e para debates inevitáveis sobre até que ponto as máquinas podem (ou devem) fazer parte do ato de contar histórias.

Fonte: The Stanford Daily

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