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AI Index 2026: as 12 conclusões que revelam o tamanho real da revolução da IA

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AI Index 2026

A inteligência artificial entrou em 2026 em outro patamar. Ela deixou de ser apenas uma promessa tecnológica ou uma ferramenta experimental para se tornar uma força econômica, científica, geopolítica, educacional, cultural e ambiental.

Essa é a mensagem central do AI Index 2026, relatório anual produzido pelo Stanford Institute for Human-Centered Artificial Intelligence, uma das principais referências globais para medir o avanço da IA no mundo.

O estudo acompanha a evolução da tecnologia em várias dimensões: desempenho dos modelos, investimentos, adoção popular, uso nas empresas, impacto no emprego, educação, ciência, saúde, infraestrutura, transparência, regulação e percepção pública.

A conclusão geral é direta: a inteligência artificial está avançando mais rápido do que governos, escolas, empresas e sociedades conseguem acompanhar.

A seguir, as 12 principais conclusões do relatório.

1. A IA ficou muito mais poderosa, mas ainda é irregular

A primeira conclusão do relatório é que os modelos de inteligência artificial avançaram de forma impressionante em 2025 e chegaram a 2026 muito mais capazes.

Eles melhoraram em programação, raciocínio científico, matemática, análise de imagens, interpretação de texto, tarefas multimodais e resolução de problemas complexos. Em alguns testes, sistemas de IA já alcançam ou superam desempenho humano.

Mas esse avanço não é uniforme. O relatório mostra que a IA ainda falha em tarefas aparentemente simples para humanos, especialmente quando precisa lidar com o mundo físico, interpretar contextos ambíguos ou planejar várias etapas com segurança.

A Stanford chama atenção para essa fronteira irregular: a IA pode parecer brilhante em um teste técnico e limitada em uma situação cotidiana.

2. Fica cada vez mais difícil medir o que a IA realmente consegue fazer

A segunda conclusão é que os benchmarks tradicionais estão envelhecendo rápido demais.

Testes que pareciam difíceis há pouco tempo são superados em poucos meses pelos modelos mais avançados. Isso torna mais difícil comparar sistemas, medir riscos e entender quais capacidades são reais, robustas e confiáveis.

O relatório mostra que a avaliação da IA precisa evoluir. Não basta medir quem tira a maior pontuação em uma prova artificial. É preciso testar desempenho em situações reais, com tarefas abertas, contextos complexos e consequências concretas.

A pergunta deixou de ser apenas “qual modelo é melhor?”. Agora é: “qual modelo é confiável o suficiente para ser usado em decisões importantes?”.

3. A disputa entre Estados Unidos e China ficou mais acirrada

A terceira conclusão é geopolítica. A liderança norte-americana em IA continua forte, mas a vantagem sobre a China diminuiu.

Os Estados Unidos ainda lideram em investimento privado, big techs, infraestrutura computacional e produção de modelos de ponta. Mas a China avançou fortemente em publicações científicas, patentes, robótica industrial e desempenho de modelos.

O relatório mostra que modelos chineses já competem diretamente com modelos norte-americanos em vários rankings. A corrida global da IA deixou de ter um líder isolado e passou a ser uma disputa estratégica entre potências.

Para países como o Brasil, a mensagem é clara: sem estratégia própria, o risco é virar apenas consumidor de tecnologias, plataformas e modelos desenvolvidos por outros.

4. O investimento em IA explodiu

A quarta conclusão é econômica: o dinheiro entrou de vez na inteligência artificial.

Os investimentos corporativos globais em IA cresceram fortemente em 2025, chegando à casa das centenas de bilhões de dólares. O capital privado também aumentou de forma expressiva, impulsionado por startups, big techs, modelos fundacionais, infraestrutura, chips, cloud computing e aplicações empresariais.

A IA virou uma das principais teses de investimento do planeta.

Isso tem impacto direto na economia criativa. Música, cinema, publicidade, games, videoclipes e produção de conteúdo passam a disputar espaço dentro de uma cadeia muito maior, que envolve tecnologia, dados, computação, distribuição e automação.

5. A IA generativa foi adotada mais rápido que a internet

A quinta conclusão é sobre adoção popular.

Segundo o relatório, a IA generativa atingiu uso em massa em ritmo mais rápido do que tecnologias históricas como o computador pessoal e a internet em suas fases iniciais.

Em poucos anos, ferramentas de texto, imagem, música, vídeo, código, pesquisa e produtividade entraram no cotidiano de estudantes, profissionais, empresas e criadores independentes.

Esse é um ponto decisivo: a IA não ficou restrita a especialistas. Ela virou ferramenta popular.

A diferença em relação à internet dos anos 1990 é brutal. Para usar IA, o usuário não precisa criar um site, instalar servidores ou aprender programação. Basta conversar com a máquina.

6. Empresas adotam IA rapidamente, mas ainda não dominam sua implementação

A sexta conclusão é que o uso empresarial da IA cresceu, mas muitas organizações ainda estão na fase de adaptação.

Empresas já usam IA em atendimento, marketing, vendas, programação, análise de dados, RH, jurídico, criação de conteúdo, automação de processos e suporte à decisão. Mas a implementação ainda enfrenta desafios: segurança, governança, integração com sistemas antigos, treinamento de equipes, custos ocultos e dificuldade para medir retorno.

Ou seja: adotar IA é fácil no discurso, mas difícil na operação.

A vantagem competitiva não estará apenas em usar uma ferramenta de IA. Estará em transformar IA em processo, produto, receita e cultura organizacional.

7. A IA já começa a pressionar empregos de entrada

A sétima conclusão é uma das mais delicadas: a IA já dá sinais de impacto sobre empregos de entrada.

O relatório aponta pressão especialmente em áreas com tarefas mais expostas à automação, como programação júnior, atendimento ao cliente, suporte administrativo e funções repetitivas de escritório.

A IA não substitui profissões inteiras de uma vez. Ela substitui tarefas. Mas quando muitas tarefas de uma função são automatizadas, o desenho da profissão muda.

O primeiro impacto tende a atingir a base da pirâmide: estagiários, assistentes, analistas júnior e profissionais em início de carreira.

Esse é um dos grandes paradoxos da nova economia: a IA pode aumentar produtividade e abrir novas oportunidades, mas também pode dificultar o primeiro degrau da carreira.

8. A educação está atrasada em relação aos alunos

A oitava conclusão é educacional.

Alunos já usam IA em massa para estudar, escrever, resumir textos, traduzir, programar, pesquisar, montar apresentações e resolver exercícios. Mas muitas escolas e universidades ainda não sabem exatamente como lidar com isso.

Parte das instituições tenta proibir. Outra parte tenta detectar. Poucas conseguiram integrar a IA de maneira madura ao processo de aprendizagem.

O relatório mostra que políticas educacionais claras ainda são limitadas. Professores nem sempre recebem formação adequada, e alunos usam ferramentas de IA sem orientação crítica.

A questão já não é “permitir ou proibir”. A questão é ensinar a usar IA com responsabilidade, criatividade e pensamento crítico.

9. A IA está acelerando a ciência

A nona conclusão é uma das mais promissoras: a IA está se tornando uma ferramenta central para a descoberta científica.

O relatório aponta crescimento no uso de IA em biologia, medicina, astronomia, clima, física, química e ciências da vida. Modelos avançados ajudam a analisar grandes volumes de dados, prever estruturas, simular cenários, acelerar experimentos e encontrar padrões que métodos tradicionais talvez demorassem anos para identificar.

Enquanto o debate público se concentra em chatbots, imagens virais e vídeos gerados por IA, uma parte silenciosa da revolução acontece nos laboratórios.

A próxima grande descoberta médica, climática ou energética pode surgir da colaboração entre cientistas humanos e modelos de inteligência artificial.

10. A medicina adotou IA, mas ainda precisa de validação rigorosa

A décima conclusão é sobre saúde.

A IA já aparece em diagnósticos, triagem, análise de exames, documentação clínica, apoio a decisões médicas e automação de registros de consulta. Em alguns contextos, médicos relatam grande redução no tempo gasto com burocracia.

Mas o relatório também alerta para um problema: muitos estudos clínicos ainda avaliam IA com testes artificiais, bases limitadas ou perguntas de prova, em vez de dados clínicos reais e ambientes hospitalares complexos.

Na medicina, desempenho em benchmark não basta. É preciso validação rigorosa, privacidade, segurança, auditoria e responsabilidade.

A IA pode ajudar médicos e pacientes, mas precisa ser tratada como tecnologia de alto risco quando entra em decisões de saúde.

11. O custo ambiental da IA entrou no centro do debate

A décima primeira conclusão é ambiental.

A IA depende de data centers, chips, eletricidade, refrigeração, água, semicondutores e cadeias globais de infraestrutura. Conforme os modelos crescem e milhões de pessoas usam ferramentas generativas diariamente, a conta física da IA fica mais visível.

O relatório destaca o aumento da demanda energética dos data centers e das emissões associadas ao treinamento e uso de modelos avançados.

A IA não é uma nuvem mágica. É uma indústria pesada.

Isso significa que a próxima etapa da corrida da inteligência artificial também será uma corrida por energia, chips, data centers, redes, água e capacidade computacional.

12. A sociedade está otimista e assustada ao mesmo tempo

A décima segunda conclusão é cultural e política.

A percepção pública sobre IA é ambígua. Cresce o otimismo em relação aos benefícios da tecnologia, mas também cresce a preocupação com emprego, desinformação, vigilância, concentração de poder, segurança e falta de regulação.

As pessoas usam IA, reconhecem sua utilidade e incorporam a tecnologia no cotidiano. Ao mesmo tempo, não confiam totalmente nas empresas, nos governos nem nos efeitos de longo prazo.

A IA virou cotidiana antes de ser plenamente compreendida.

Esse talvez seja o melhor resumo de 2026: a tecnologia chegou rápido demais para que a sociedade tivesse tempo de criar consensos.

O que essas 12 conclusões significam para a economia criativa

Para o Portal MVAI, o AI Index 2026 confirma uma virada histórica: a inteligência artificial deixou de ser apenas ferramenta de produtividade e virou infraestrutura cultural.

No cinema, na música, nos videoclipes, na publicidade, nos games e na produção de conteúdo, a IA já altera custos, prazos, linguagens, estética, distribuição e modelos de negócio.

O criador independente ganha novas possibilidades. As grandes plataformas ganham ainda mais poder. As empresas de tecnologia passam a disputar o centro da cadeia criativa. E o público começa a conviver com uma avalanche de conteúdo sintético, híbrido e personalizado.

As 12 conclusões da Stanford mostram que a IA não é uma moda tecnológica. É uma reorganização industrial.

E, como toda revolução industrial, a questão principal não será apenas o que a máquina consegue fazer. Será também quem controla a máquina, quem lucra com ela, quem perde espaço, quem ganha voz e quem transforma tecnologia em cultura.

Em 2026, a inteligência artificial já não está batendo à porta.

Ela entrou. E está reorganizando a casa inteira.

Fonte: Stanford University

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DeepSeek V4 mostra que a corrida da IA agora é também uma corrida por soberania tecnológica

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DeepSeek V4

A corrida global da inteligência artificial entrou em mais uma semana de aceleração brutal. Poucas horas depois da OpenAI apresentar o GPT-5.5, a chinesa DeepSeek anunciou o DeepSeek V4, uma nova geração de modelo de base com versões Pro e Flash, pesos abertos e foco em contexto longo, agentes inteligentes e redução de custos computacionais. Segundo a Caixin, o lançamento ocorreu em 24 de abril e marca uma nova ofensiva chinesa no campo dos modelos de IA de fronteira.

O ponto mais simbólico do anúncio é que o DeepSeek V4 chega como um modelo open weight — isto é, com pesos abertos — em um momento em que boa parte da IA de ponta continua concentrada em empresas americanas de modelos fechados. A versão DeepSeek V4 Pro teria 1,6 trilhão de parâmetros totais e 49 bilhões de parâmetros ativados, enquanto a versão Flash teria 284 bilhões de parâmetros totais e 13 bilhões ativados. Ambas trabalham com uma janela de contexto de até 1 milhão de tokens, o que amplia a capacidade de lidar com documentos longos, bases de código, fluxos complexos de trabalho e aplicações agentivas.

Mais do que uma atualização técnica, o V4 mostra uma mudança estratégica. Segundo a Reuters, o novo modelo da DeepSeek foi adaptado para rodar em chips Huawei Ascend, reforçando a tentativa chinesa de reduzir a dependência de GPUs da Nvidia e de tecnologias sujeitas às restrições de exportação dos Estados Unidos. A Huawei também teria confirmado suporte ao V4 em clusters baseados na linha Ascend 950, um movimento que liga diretamente a evolução dos modelos chineses à disputa por soberania computacional.

A disputa ficou ainda mais quente porque o DeepSeek-V4 chegou praticamente colado ao lançamento do GPT-5.5, apresentado pela OpenAI como seu modelo mais avançado até agora. A OpenAI afirma que o GPT-5.5 melhora desempenho em programação, tarefas profissionais, uso de ferramentas, pesquisa online, raciocínio e segurança, com disponibilidade inicial para planos pagos do ChatGPT e integrações com Codex.

Na prática, a semana mostrou duas filosofias competindo em velocidade máxima. De um lado, empresas como OpenAI continuam apostando em modelos fechados, forte integração com produtos e infraestrutura premium. Do outro, DeepSeek tenta ocupar o espaço simbólico e técnico dos modelos abertos de alta performance, oferecendo à comunidade e às empresas uma alternativa mais flexível — especialmente atraente para desenvolvedores, startups e países que buscam autonomia tecnológica.

Tencent e Xiaomi também entram no jogo

A ofensiva chinesa não veio só da DeepSeek. A Tencent também apresentou uma atualização importante do seu modelo Hunyuan, com o Hy3 preview, considerado o primeiro grande lançamento desde a chegada de Yao Shunyu, ex-pesquisador da OpenAI, para liderar os esforços de modelos fundacionais da companhia. Segundo o South China Morning Post, a Tencent descreve o Hy3 como seu modelo mais poderoso até agora, com avanços em raciocínio complexo e programação.

A Xiaomi, por sua vez, vem ampliando a família MiMo, com modelos voltados a capacidades multimodais e agentivas. Reportagens recentes apontam que a empresa lançou ou vem preparando versões como MiMo-V2.5 e MiMo-V2.5-Pro, combinando texto, imagem, áudio e vídeo em um mesmo sistema, com foco em eficiência, codificação e automação de tarefas.

Esse movimento é importante porque mostra que a IA chinesa não está mais concentrada apenas em chatbots ou modelos de texto. As empresas estão mirando diretamente em agentes, programação, automação empresarial, multimodalidade e infraestrutura própria. Ou seja: a disputa deixou de ser apenas “quem responde melhor a uma pergunta” e passou a ser “quem constrói o sistema operacional da próxima economia digital”.

A camada invisível: falta de computação

Por trás da corrida dos modelos existe um gargalo cada vez mais evidente: computação. A Caixin destaca que fabricantes de modelos enfrentam uma espécie de “escassez de poder computacional”, enquanto a Reuters aponta que a adaptação do DeepSeek aos chips da Huawei faz parte da tentativa chinesa de contornar limitações impostas pelo acesso restrito a hardware americano de ponta.

É aqui que a guerra da IA encontra a geopolítica. Modelos melhores exigem mais dados, mais energia, mais datacenters e chips mais poderosos. A disputa entre Estados Unidos e China, portanto, não é só uma corrida de software. É também uma corrida de semicondutores, nuvem, energia, infraestrutura e talento científico.

O que isso significa para a economia criativa

Para o mercado audiovisual, musical e de conteúdo, essa semana tem um recado claro: a IA está ficando mais barata, mais longa, mais agentiva e mais integrada aos fluxos de produção. Modelos com contexto de 1 milhão de tokens podem analisar roteiros extensos, organizar bibliotecas de cenas, operar bases de conhecimento, auxiliar na edição e coordenar pipelines complexos de produção.

Já os modelos agentivos, como os que estão sendo explorados por OpenAI, DeepSeek, Tencent e Xiaomi, apontam para um futuro em que a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de geração e passa a atuar como assistente de produção, programador, editor, pesquisador, roteirista técnico e até coordenador de tarefas.

Para empresas como a MVAI, esse cenário é especialmente relevante. O avanço simultâneo de modelos fechados premium e modelos abertos mais baratos cria um ambiente ideal para montar pipelines híbridos: usar modelos abertos para volume, automação e customização; e modelos fechados para tarefas de maior precisão, raciocínio avançado ou acabamento premium.

A nova fase da corrida

O lançamento do DeepSeek-V4 reforça uma tendência que já vinha se desenhando desde 2025: a IA de ponta está se dividindo entre plataformas fechadas superintegradas e modelos abertos cada vez mais competitivos. A novidade é que agora essa disputa também se apoia em hardware nacional, cadeias de suprimento próprias e estratégias de soberania tecnológica.

A OpenAI tenta consolidar o GPT-5.5 como referência global em produtividade, programação e uso de ferramentas. A DeepSeek tenta provar que modelos abertos podem competir em escala de fronteira. A Tencent quer transformar o Hunyuan em infraestrutura empresarial e agentiva. A Xiaomi começa a conectar IA multimodal ao seu ecossistema de dispositivos, APIs e automação.

A conclusão é simples: a corrida da inteligência artificial não desacelerou. Ela mudou de marcha.

E, daqui para frente, cada novo modelo não será apenas uma atualização técnica. Será um movimento no tabuleiro global da tecnologia, da economia criativa e da soberania digital.

Fonte: Caixin

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IA em 2026: os gráficos que revelam o verdadeiro estado da revolução tecnológica

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Se você acompanha notícias sobre inteligência artificial diariamente, já percebeu o paradoxo: num dia a IA vai “roubar todos os empregos”; no outro, “não consegue nem ler um relógio”. Entre euforia, medo e exageros, poucos materiais conseguem organizar o caos. Um deles acaba de chegar: o AI Index Report 2026, da Stanford Institute for Human-Centered Artificial Intelligence, usado como base por reportagem da MIT Technology Review.

O relatório reúne dezenas de gráficos e indicadores para mostrar onde realmente estamos no ciclo atual da IA. E a conclusão é clara: a tecnologia já deixou de ser tendência para se tornar infraestrutura econômica global.

1. Investimento continua massivo — mesmo com dúvidas

Apesar das discussões sobre bolha especulativa, o capital segue entrando pesado no setor. Gigantes de tecnologia, fundos soberanos e venture capital continuam apostando em modelos fundacionais, chips, data centers e aplicações verticais.

Em outras palavras: investidores podem divergir sobre quem vencerá, mas não duvidam que a IA será central na próxima década.

2. Modelos estão mais poderosos — e absurdamente caros

Outro gráfico importante mostra a escalada no custo para treinar sistemas de ponta. Criar modelos competitivos exige infraestrutura bilionária, energia em escala industrial e acesso a enormes volumes de dados.

Isso fortalece o domínio de poucas empresas com caixa suficiente para competir no topo — enquanto startups tendem a buscar nichos, produtos específicos e integração criativa.

Para o mercado audiovisual, isso pode favorecer empresas ágeis que usem IA como ferramenta, não como laboratório de pesquisa.

3. IA melhora rápido, mas ainda falha em coisas simples

Os benchmarks avançaram em linguagem, raciocínio, programação e multimodalidade. Ao mesmo tempo, sistemas ainda tropeçam em tarefas banais, contexto real e erros absurdos.

Esse contraste ajuda a explicar a sensação pública contraditória: IA impressiona em apresentações e decepciona no uso cotidiano.

Tradução prática: estamos numa fase poderosa, mas imperfeita.

4. Mercado de trabalho já começou a mudar

Automação parcial, copilotos corporativos e ganho de produtividade aparecem em várias áreas: atendimento, marketing, software, design, pesquisa e análise documental.

A disputa de 2026 não é “IA vs humanos”. É humanos com IA vs humanos sem IA.

No entretenimento e música, isso vale ainda mais: quem dominar pipeline criativo com IA produzirá mais, testará mais e lançará mais rápido.

5. Energia e chips viraram peça central da guerra da IA

Sem GPUs, sem data center e sem eletricidade abundante, não existe revolução algorítmica. O relatório reforça que a corrida atual não é só de software — é também industrial.

Isso recoloca semicondutores, infraestrutura elétrica e soberania tecnológica no centro da geopolítica.

O que isso significa para creators, música e vídeo?

Para quem atua com conteúdo, o momento é histórico. Nunca foi tão barato transformar ideias em imagens, músicas, roteiros, campanhas e produtos digitais.

Quem esperar “a tecnologia amadurecer” pode chegar tarde.

Quem aprender agora pode montar operação enxuta e competir com estruturas que antes exigiam milhões.

A leitura MVAI

O maior erro de 2026 é tratar IA apenas como chatbot. A verdadeira revolução está nos bastidores:

  • produção audiovisual acelerada
  • publicidade automatizada
  • música generativa
  • edição em escala
  • agentes criativos
  • personalização massiva de conteúdo

O futuro não será definido por quem pergunta melhor para IA.
Será definido por quem constrói sistemas criativos em cima dela.

Fonte: MIT Technology Review

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Anthropic aposta em IA mais precisa e poderosa com Opus 4.7

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A Anthropic acaba de elevar a temperatura da disputa global entre modelos de inteligência artificial com o lançamento do Claude Opus 4.7, nova versão de sua linha premium voltada para tarefas complexas, desenvolvimento de software e operações corporativas de alta exigência.

Segundo a empresa, o modelo entrega avanços relevantes em codificação, execução de fluxos longos, compreensão visual e precisão no seguimento de instruções, mantendo a mesma faixa de preço da geração anterior.

Foco total em engenharia de software

O principal posicionamento do Claude Opus 4.7 é claro: ser a IA ideal para trabalho pesado. A Anthropic afirma que o modelo comete menos erros ao utilizar ferramentas externas, sustenta tarefas mais longas com maior consistência e exige menos supervisão humana em projetos complexos.

Na prática, isso significa uma IA mais preparada para:

  • escrever e revisar código em larga escala
  • lidar com múltiplos arquivos e sistemas
  • automatizar fluxos técnicos longos
  • atuar como copiloto avançado para equipes de engenharia

Esse movimento reforça uma tendência já evidente em 2026: os grandes modelos estão migrando do “chat bonito” para produtividade real de alto valor econômico.

Visão computacional mais poderosa

Outro salto importante está no campo multimodal. O Claude Opus 4.7 passa a aceitar imagens em resolução muito superior às versões anteriores, chegando a 2576 pixels no lado maior, algo estratégico para leitura de dashboards, documentos, prints de tela, interfaces e análises visuais detalhadas.

Para o ecossistema criativo — onde o Portal MVAI atua — isso pode representar ganhos diretos em:

  • interpretação de storyboards
  • revisão de layouts
  • leitura de planilhas visuais
  • criação assistida de apresentações
  • análise de frames de vídeo e peças gráficas

Raciocínio adaptativo

A Anthropic também destaca o recurso de adaptive thinking: o modelo ajusta automaticamente quanto “pensamento computacional” vai gastar conforme a complexidade da tarefa.

Traduzindo: perguntas simples recebem respostas rápidas; problemas difíceis recebem mais processamento interno. É uma tentativa de equilibrar velocidade e profundidade, algo cada vez mais valioso no uso profissional.

Segurança virou argumento comercial

Em paralelo ao ganho de performance, a Anthropic afirma ter incorporado novas camadas de proteção contra usos indevidos em cibersegurança. O recado ao mercado corporativo é direto: potência com controle.

Num momento em que empresas exigem compliance, auditoria e redução de risco, segurança virou diferencial competitivo tão importante quanto benchmark.

O que isso significa para o mercado?

O lançamento do Claude Opus 4.7 mostra que a corrida da IA entrou numa nova fase. Não basta mais impressionar em demos públicas. Agora o jogo é:

  • quem programa melhor
  • quem automatiza processos reais
  • quem integra melhor em empresas
  • quem gera ROI mais rápido
  • quem escala com segurança

Nesse cenário, modelos como Claude, GPT e Gemini deixam de ser apenas assistentes e passam a disputar espaço como infraestrutura estratégica da economia digital.

Visão MVAI

Para produtores de conteúdo, estúdios de IA, agências e operações criativas, a tendência é clara: os modelos premium estão se tornando equipes completas em formato API.

Quem dominar orquestração entre modelos, automação e direção criativa vai capturar valor. Quem usar IA apenas como brinquedo de prompt vai ficar para trás.

O Claude Opus 4.7 é mais um sinal dessa transição. Não se trata apenas de conversar com máquinas. Trata-se de operar empresas com elas.

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