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Tecnologia & IA

Maestro, da Beatoven.ai: IA musical com pagamento de royalties e dataset 100% licenciado

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Maestro Beatoven

A startup indiana propõe um sistema que promete resolver um dos pontos mais sensíveis da IA musical: como treinar modelos sem violar direitos e ainda remunerar artistas.

A Beatoven.ai, startup indiana especializada em IA musical, lançou o Maestro (em agosto de 2025) “novidade” que começa a ganhar atenção no debate brasileiro sobre modelos generativos e direitos autorais.
A empresa afirma ter construído o primeiro modelo base treinado integralmente com datasets licenciados e estruturado para pagar royalties recorrentes a artistas cujas obras contribuírem para cada geração.

A Beatoven.ai explica que essa abordagem é resultado de um processo iniciado em 2021, quando desenvolveu um sistema baseado em regras e treinado com um conjunto menor de músicas autorizadas. A tecnologia tinha limitações, mas serviu como prova de conceito para um modelo de grande porte construído sem coleta indiscriminada de catálogos.

O que é o Maestro Beatoven

O Maestro é um gerador de música instrumental e efeitos sonoros controlado por texto. O modelo produz faixas com taxa de amostragem de 44.1 kHz, permite determinar instrumentação, andamento, tonalidade e gênero, e pode gerar peças com duração solicitada de até 2min30.

Segundo a empresa, os dados de treinamento vêm inteiramente de parcerias formais com Rightsify, Soundtrack Loops, Symphonic Distribution, Bobby Cole, Vadi Sound e Pro Sound Effects. A Musical AI é a responsável pela rastreabilidade e pela administração das licenças, apontando quais obras influenciam cada saída para viabilizar o pagamento proporcional de royalties.

Entre as capacidades divulgadas estão:

– geração rápida e estável;
– suporte a múltiplos gêneros (jazz, rock, latina, ambient, cinematográfica, house, techno etc.);
– controle criativo detalhado por comando de texto;
– faixas liberadas para uso comercial;
– mecanismo interno de rastreamento e compartilhamento de receita.

A promessa de um “modelo justo”

Em comunicado à imprensa, a Musical AI afirmou:

“Estamos mostrando como um acordo justo de IA deve funcionar: atribuição, respeito aos direitos e pagamentos contínuos sempre que uma obra humana contribuir para um resultado.”

A fala ganha relevância neste momento, já que o setor musical enfrenta pressões jurídicas crescentes e questionamentos sobre datasets usados por ferramentas concorrentes.

Criar sem copiar

O CEO da Beatoven.ai, Mansoor Rahimat Khan, defende que o Maestro não busca apenas reproduzir padrões humanos, mas ampliar o campo criativo:

“A maioria das ferramentas tenta copiar os humanos. A IA deveria criar sons que nunca ouvimos antes. As ‘alucinações’ dos modelos não são falhas, mas características.”

A visão se alinha ao aumento global do debate sobre criatividade generativa e originalidade de modelos musicais.

Para quem o Maestro importa agora

Para podcasters, cineastas independentes, desenvolvedores de jogos e criadores que precisam de trilhas livres para uso comercial, o Maestro tenta resolver três problemas recorrentes:

– licenciamento complexo;
– risco jurídico ao usar bibliotecas de procedência incerta;
– dificuldade em encontrar trilhas realmente sob medida.

Ao gerar faixas com uso comercial liberado e compensação rastreável aos artistas, o modelo tenta se posicionar como uma alternativa mais segura — e agora, três meses depois do lançamento, encontra um cenário brasileiro mais atento às discussões sobre ética de treinamento e direitos autorais na IA.

📖 Glossário rápido (para entender o básico) 📖

Dataset
Conjunto de dados usado para treinar uma IA. Pode incluir músicas, imagens, textos, vídeos ou qualquer conteúdo necessário para ensinar o modelo.

Treinamento
Etapa em que a IA “aprende” analisando milhares (ou milhões) de exemplos presentes no dataset para identificar padrões e gerar novos resultados.

Scraping
Coleta automática de conteúdo da internet por robôs. Muitas empresas usam scraping para pegar músicas, textos ou imagens sem pedir autorização — o que gera debates sobre direitos autorais.

Modelo de IA (ou modelo base)
A “máquina” que aprende com os dados. Depois de treinado, é o modelo que cria músicas, textos, imagens ou sons a partir de comandos.

Rastreabilidade
Capacidade de identificar quais obras foram usadas no treinamento e quais influenciaram cada resultado gerado pela IA.

Royalties
Pagamentos feitos aos artistas ou detentores de direitos quando suas obras são usadas ou contribuem para uma nova criação.

Com informações de Beatoven.ai.

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Tecnologia & IA

Disney investe US$ 1 bilhão na OpenAI

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disney investe us 1 bilh o na openai

Em uma jogada que pode ressoar tão forte quanto um drop em festival, A Walt Disney Company anunciou um acordo de US$ 1 bilhão com a OpenAI que promete catapultar personagens icônicos para dentro da geração de vídeos via inteligência artificial — com foco na plataforma Sora, o modelo generativo de vídeo da OpenAI.

Pelo novo contrato de licenciamento de três anos, a Sora poderá criar vídeos curtos (até 60 s) a partir de comandos textuais que usem um catálogo de mais de 200 personagens da Disney, Pixar, Marvel e Star Wars — de Mickey Mouse a Darth Vader — com cenários, roupas e itens visuais típicos desses universos.

O acordo marca uma virada histórica no embate entre estúdios tradicionais e tecnologia generativa: após anos de polêmicas envolvendo uso não autorizado de propriedade intelectual por ferramentas de IA, Disney não só abriu suas portas, como também investiu pesadamente na OpenAI e se tornou um parceiro estratégico para explorar a criação de conteúdo assistida por IA.

Para além do licenciamento, a Disney vai usar as APIs da OpenAI em seus próprios produtos e serviços, incluindo o Disney+ e ferramentas internas, integrando recursos como o ChatGPT na rotina de desenvolvimento e operação da empresa.

Os executivos das duas empresas defendem que a parceria é mais oportunidade criativa do que ameaça: Bob Iger, CEO da Disney, afirmou que prefere “participar do crescimento expressivo da IA do que apenas assistir a ele”, minimizando temores de substituição humana e ressaltando salvaguardas sobre como o conteúdo será gerado.

Do lado da OpenAI, Sam Altman descreve o acordo como um exemplo de como tecnologia e storytelling clássico podem “trabalhar juntos de forma responsável”, expandindo o espectro de expressão criativa para fãs e artistas.

E tem mais: parte dos vídeos gerados pelos próprios usuários poderá ser curada e exibida no catálogo do Disney+, um passo inédito que mescla criatividade do público com a curadoria editorial de uma das maiores plataformas de streaming do planeta.

Tudo isso acontece em um momento em que a própria OpenAI e outras gigantes de tecnologia enfrentam críticas, debates legais sobre copyright e tensão com estúdios e criadores — o que faz deste acordo um possível divisor de águas para o futuro da criação audiovisual em IA.

O palco está montado. Agora é com os fãs — e com os criadores — para ver como essa nova batida gerativa vai remixar a cultura pop.

Fontes: EdTech Innovation Hub, TecMundo, Sky News, Lifewire e Omni

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Tecnologia & IA

Runway Gen-4.5: IA eleva geração de vídeo a um novo patamar e supera Google e OpenAI

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Runway AI

A startup de inteligência artificial Runway apresentou em 1º de dezembro de 2025 seu mais novo modelo de geração de vídeo a partir de texto, o Runway Gen-4.5 — considerado o mais avançado da atualidade. Segundo a empresa, o modelo entrega vídeos em alta definição com controle fino e fidelidade visual inédita.

No ranking independente Artificial Analysis — conhecido como Video Arena — o Gen-4.5 alcançou a pontuação de 1.247 pontos Elo, garantindo o primeiro lugar. Assim, ultrapassa modelos similares da Google (Veo 3) e da OpenAI (Sora 2 Pro).

A Runway afirma que o Gen-4.5 melhora substancialmente o realismo e a coerência de movimento — objetos e personagens exibem peso, velocidade e reações físicas mais críveis; fluidos, tecidos e câmeras simulam dinâmicas realistas; e detalhes como textura, iluminação e continuidade visual se mantêm consistentes ao longo dos frames.

Apesar da evolução, o modelo não elimina de vez os desafios clássicos de IA para vídeo: ainda há limitações quando se trata de lógica complexa, relações de causa e efeito e coerência em cenas longas ou muito detalhadas — aspectos que, por enquanto, permanecem como obstáculos à completa imersão.

Com a chegada do Gen-4.5, a Runway visa tornar a geração de vídeo por IA uma ferramenta cada vez mais viável para criadores, estúdios, videomakers e profissionais do audiovisual — abrindo caminho para usos em publicidade, vídeos musicais, conteúdos artísticos e pré-produções cinematográficas.

Fonte: Runway+1

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Tecnologia & IA

3 anos de ChatGPT: como a IA sacudiu — e vai continuar mudando — nossas vidas

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ChatGPT

Há três anos, o ChatGPT chegou para ficar — e desde então transformou o cotidiano de milhões de pessoas ao redor do mundo. O balanço apresentado pelo diário israelense The Jerusalem Post mostra que, além da conveniência imediata, a tecnologia já provoca mudanças profundas na forma como trabalhamos, consumimos informação e enxergamos a realidade.

Para muitos, a promessa inicial era simples: acesso rápido a respostas, automatização de tarefas e a criação de “assistentes pessoais” com quem se conversa como com um humano. Mas, na prática, a adoção em massa da IA gerou efeitos complexos — e nem sempre previsíveis. Algumas atividades foram simplificadas, outras profissões começaram a se reinventar, e o uso indiscriminado levanta questões éticas e existenciais.

Uma das consequências mais visíveis é o impacto no mercado de trabalho. Tarefas repetitivas e rotina operacional viraram terreno fértil para sistemas como o ChatGPT — um movimento que acelera debates sobre automação, substituição e (re)valorização de competências humanas.

Mas não é só isso. A própria forma como nos relacionamos com a verdade, a criatividade e a produção cultural mudou. Com a IA entrando em cena, o limiar entre o real e o gerado artificialmente ficou mais tênue — exigindo do usuário mais senso crítico, responsabilidade e discernimento diante do conteúdo consumido.

Para o leitor do Portal MVAI, que mergulha no universo da música e da cultura, a reflexão é ainda mais urgente: como a inteligência artificial vai dialogar com a arte? Será que algoritmos podem captar a alma de uma canção, a sensibilidade de uma letra, a emoção de um arranjo?

Olhando para os próximos anos, a aposta é clara: a IA não vai embora — ela vai evoluir. E com ela, nossa relação com o “trabalho”, com a “informação” e com a “criação artística” deve se reinventar. Cabe a nós decidir como navegar essa nova era.

Fonte: The Jerusalem Post

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