Tecnologia & IA
3 anos de ChatGPT: como a IA sacudiu — e vai continuar mudando — nossas vidas
Há três anos, o ChatGPT chegou para ficar — e desde então transformou o cotidiano de milhões de pessoas ao redor do mundo. O balanço apresentado pelo diário israelense The Jerusalem Post mostra que, além da conveniência imediata, a tecnologia já provoca mudanças profundas na forma como trabalhamos, consumimos informação e enxergamos a realidade.
Para muitos, a promessa inicial era simples: acesso rápido a respostas, automatização de tarefas e a criação de “assistentes pessoais” com quem se conversa como com um humano. Mas, na prática, a adoção em massa da IA gerou efeitos complexos — e nem sempre previsíveis. Algumas atividades foram simplificadas, outras profissões começaram a se reinventar, e o uso indiscriminado levanta questões éticas e existenciais.
Uma das consequências mais visíveis é o impacto no mercado de trabalho. Tarefas repetitivas e rotina operacional viraram terreno fértil para sistemas como o ChatGPT — um movimento que acelera debates sobre automação, substituição e (re)valorização de competências humanas.
Mas não é só isso. A própria forma como nos relacionamos com a verdade, a criatividade e a produção cultural mudou. Com a IA entrando em cena, o limiar entre o real e o gerado artificialmente ficou mais tênue — exigindo do usuário mais senso crítico, responsabilidade e discernimento diante do conteúdo consumido.
Para o leitor do Portal MVAI, que mergulha no universo da música e da cultura, a reflexão é ainda mais urgente: como a inteligência artificial vai dialogar com a arte? Será que algoritmos podem captar a alma de uma canção, a sensibilidade de uma letra, a emoção de um arranjo?
Olhando para os próximos anos, a aposta é clara: a IA não vai embora — ela vai evoluir. E com ela, nossa relação com o “trabalho”, com a “informação” e com a “criação artística” deve se reinventar. Cabe a nós decidir como navegar essa nova era.
Fonte: The Jerusalem Post
Tecnologia & IA
Suno reforça equipe com veterano Sam Berger para ampliar parcerias com artistas
Suno, uma das plataformas de música generativa por inteligência artificial que mais movimenta o cenário tecnológico da indústria musical, anunciou a contratação do executivo Sam Berger como Senior Director de Artist Partnerships — uma peça-chave para intensificar a conexão entre criadores e tecnologia.
Berger, figura respeitada nos bastidores do mercado fonográfico, traz na bagagem passagens sólidas por empresas influentes como Spotify e Patreon, além de uma carreira marcada por gestão de artistas e estratégias digitais. No início dos anos 2020, ele liderou a estratégia musical do Patreon e fundou a equipe de música da plataforma de livestream Moment House, onde trabalhou com nomes como Justin Bieber, Tame Impala e Anderson .Paak — vendendo mais de 2 milhões de ingressos globalmente antes da aquisição pela própria Patreon.
A contratação de Berger acontece sob o comando de Paul Sinclair, Chief Music Officer da Suno, que também traz experiência de décadas em grandes gravadoras. Para Sinclair, Berger é “um dos parceiros de artistas e gravadoras mais respeitados da indústria”, com um histórico de colocar a visão criativa do artista em primeiro plano enquanto navega por novas fronteiras tecnológicas.
Qual é o plano?
Na prática, Berger ficará focado em desenvolver e escalar parcerias com artistas, gestores e equipes criativas, explorando como a IA pode “apoiar com sensibilidade a criação musical moderna”. A ideia não é substituir músicos com tecnologia, mas construir ferramentas que se integrem ao processo artístico e ampliem possibilidades criativas.
Essa movimentação chega em um momento crítico: a Suno passa por uma espécie de “rebate” de narrativa no mercado. Depois de enfrentar acusações de violação de direitos autorais por grandes gravadoras, a startup alcançou um acordo de licenciamento com Warner Music Group — um movimento que resolvia parte dos litígios e abriu caminho para que artistas optem por permitir o uso de suas vozes, imagens e composições na IA.
Por que isso importa?
A entrada de Sam Berger sinaliza que a Suno não quer apenas ser vista como uma ferramenta de curiosidade ou experimento tecnológico. A empresa busca um papel legítimo no ecossistema musical, aproximando tecnologia e indústria tradicional, enquanto reforça um discurso de colaboração com artistas — uma narrativa que reverbera naqueles que defendem uma IA “pro-artista” e ética.
Analistas e observadores do setor apontam que movimentos como esse redefinem o papel da IA nas carreiras musicais: da criação autônoma para ferramentas de co-criação entre humanos e máquinas, com pontos de contato direto entre músicos e plataformas digitais.
Fonte: Billboard
Tecnologia & IA
Napster renasce como plataforma de criação musical com IA — e joga playlists no museu das relíquias
O ícone que revolucionou a música global no fim dos anos 1990 está oficialmente de volta — mas não como você lembrava. A marca Napster, que em 1999 virou sinônimo de pirataria e democratização do acesso à música, ressurge em 2026 como uma plataforma totalmente orientada à inteligência artificial generativa, lançando um novo app que abandona de vez os catálogos de artistas e as tradicionais playlists em prol de experiências sonoras produzidas em tempo real por IA.
Em vez de oferecer um acervo de músicas licenciadas pelas gravadoras, a nova Napster App (para iOS e Android) se apresenta como um estúdio portátil: o usuário interage com “AI Artists” — artistas artificiais que compõem trilhas únicas conforme o gosto e as instruções de cada ouvinte. Podcasts, trilhas para meditação, áudio para bem-estar e até ferramentas de co-produção musical são gerados no momento e não repetem padrões fixos como uma playlist tradicional.
“Não é mais sobre consumir música, é sobre criá-la com IA”, afirma John Acunto, CEO da Napster, destacando a proposta de transformar fãs em participantes ativos do processo criativo.
A jogada marca um movimento ousado no mercado: Napster aposta que a próxima fronteira da música digital não é descobrir canções, mas inventá-las. Nesse modelo, não existem catálogos com nomes consagrados, nem rankings de faixas populares — cada experiência sonora é moldada por IA a partir de prompts dos usuários.
Outro elemento do novo ecossistema são os AI Companions, agentes de IA com interface de vídeo que colaboram no processo criativo e adaptam conteúdo com base no engajamento do público. A empresa também integrou o app com projetos de hardware e software anteriores, como o sistema Napster View — um display holográfico voltado à interação com IA.
Enquanto alguns fãs veteranos lamentam a perda de suas bibliotecas e playlists tradicionais — e migram para serviços concorrentes —, a nova Napster aposta que quem vem à frente da curva cultural vai abraçar o formato.
O app está disponível globalmente e pode ser acessado também pela web, abrindo um capítulo completamente diferente para uma marca que já foi símbolo de rebeldia tecnológica no cenário musical.
Fonte: TomsGuide
Tecnologia & IA
Suno e o choque entre tecnologia e tradição na indústria musical
Em menos de três anos, a startup americana Suno transformou-se de promessa a protagonista de um dos debates mais acalorados na música contemporânea: a emergência da inteligência artificial como instrumento criativo e desafio às estruturas tradicionais da indústria. Guiada pelo cofundador e CEO Mikey Shulman, a empresa estima já ter alcançado um valor de mercado na casa dos US$ 2,45 bilhões — apesar de uma base modesta de cerca de 1 milhão de assinantes pagantes e diversas controvérsias legais no caminho.
Do prompt ao hit: Suno como gerador de música
No centro do furacão está a proposta tecnológica da Suno: uma plataforma que cria faixas completas a partir de simples descrições de texto. Usuários podem digitar pedidos como “pop-country para estádio com tema de relacionamentos passados”, e a IA devolve canções inteiras — vocais, harmonia e arranjos — em questão de minutos.
A empresa tem expandido seu alcance tecnológico, incluindo o lançamento do Suno Studio, uma estação de trabalho generativa que combina edição multi-pista com geração automática de stems. Também integrou o WavTool, trazendo funcionalidades de DAW (Digital Audio Workstation) diretamente para sua plataforma.
Valorização bilionária, debate artístico e críticas
Apesar dos números impressionantes, a Suno caminha numa corda bamba entre inovação e crítica feroz. De um lado, há entusiastas que veem na IA uma ferramenta que democratiza o acesso à criação musical, permitindo que amadores e profissionais experimentem sem barreiras técnicas.
Do outro, músicos, produtores e entidades da indústria enxergam riscos profundos. Organizações como a Recording Industry Association of America (RIAA) e a sociedade de autores alemã GEMA moveram processos contra a empresa, alegando que suas IAs foram treinadas com material protegido por direitos autorais sem as devidas licenças — um ponto que Suno contesta, afirmando treinar seus modelos em dados públicos e que não permite prompts com nomes de artistas específicos.
Críticos vão além do legal: há quem diga que a tecnologia pode desvalorizar o ofício humano, reduzindo anos de aprendizado e expressão artística a algo que se digita em um prompt. Comunidades de músicos em fóruns online refletem um sentimento que mistura ceticismo, frustração e medo pela desvalorização da arte.
Parcerias, licenciamento e o futuro da criação
Em resposta às tensões, a Suno negociou um acordo com a Warner Music Group, lançando um modelo de IA baseado em catálogo licenciado e com mecanismos para que artistas escolham como suas músicas, vozes e imagens podem ser usadas. Essa parceria, anunciada em 2025, sinaliza um movimento da indústria em integrar — e não apenas combater — a IA generativa.
Para Shulman, a visão é clara: a IA não substituirá músicos, mas mudará profundamente como a música é feita e consumida. Ele fala em tornar a música mais “interativa” e em formatos que se jogam, não apenas se escutam.
O que está em jogo
O debate sobre Suno é emblemático de um momento maior na música global: à medida que algoritmos ganham capacidade criativa, o setor precisa repensar direitos autorais, modelos de remuneração, autoria e o próprio significado da arte musical. Se isso representa uma nova fronteira de participação e experimentação, ou um episódio de desvalorização artística camuflado de tecnologia, depende tanto da regulação quanto da forma como artistas, plataformas e audiências escolherem interagir com a música que emerge dessa nova era.
Fonte: Eamonn Forde / The Guardian
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