Cinema
Japão anuncia ‘Living Corpse’: primeiro filme 100% criado por IA estreia em 2026
O Japão, berço de algumas das obras mais icônicas da cultura pop contemporânea, acaba de anunciar um passo cinematográfico que promete sacudir tanto o cinema quanto o mundo da arte digital: o lançamento de ‘Living Corpse’, o primeiro longa-metragem japonês integralmente criado por Inteligência Artificial — com **roteiro, animação e até vozes geradas por IA — previsto para o verão de 2026.
Baseada no clássico mangá de terror Living Corpse (怪奇!死肉の男) de Hideshi Hino, publicado originalmente em 1986, a adaptação é dirigida por Tsuyoshi Sone, conhecido por seu trabalho em One Cut of The Dead. Mas o que realmente marca essa produção não é só o nome por trás das câmeras: o roteiro foi escrito por ChatGPT, as imagens concebidas por sistemas generativos e as vozes dos personagens também são reproduzidas por IA — incluindo a de figuras associadas ao universo do terror japonês.
O filme seguirá a história de Shinkai Yosuke, um homem que acorda sem memória para descobrir que seu corpo está progressivamente se decompondo, iniciando uma jornada desesperada em busca de respostas antes que sua identidade — e vida — se dissolvam de vez.
A novidade provocou reações intensas entre fãs e críticos: enquanto alguns veem a iniciativa como um experimento radical que empurra os limites da criatividade digital, muitos outros enxergam uma ameaça à expressão artística convencional, levantando debates sobre autoria, direitos e a ética no uso de ferramentas automatizadas para criar arte original. Esse receio não é exclusivo ao cinema: pesquisas anteriores indicam que a maioria dos artistas japoneses está preocupada com o impacto da IA em suas carreiras e na proteção de seus trabalhos.
Independentemente do posicionamento, o que está em jogo não é apenas um filme de terror, mas uma possível virada de página na relação entre criatividade humana e tecnologia — um lançamento que fãs de cultura pop, tecnologia e cinema mundial observarão de perto quando ‘Living Corpse’ estrear no verão japonês de 2026.
Fonte: Meristation
Cinema
O futuro que chegou: IA hiper-realista coloca Hollywood na berlinda
Um vídeo gerado por inteligência artificial — e não por um estúdio de Hollywood — tem sido o assunto mais comentado nas últimas semanas no universo do cinema e da cultura pop global. A cena em questão mostra versões hiper-realistas dos astros Brad Pitt e Tom Cruise travando uma luta cinematográfica em um cenário urbano, mas ela não existe no mundo real — foi criada com um software de IA chamado Seedance 2.0, da gigante chinesa ByteDance, responsável também pelo TikTok e CapCut.
This was a 2 line prompt in seedance 2. If the hollywood is cooked guys are right maybe the hollywood is cooked guys are cooked too idk. pic.twitter.com/dNTyLUIwAV
— Ruairi Robinson (@RuairiRobinson) February 11, 2026
Brad Pitt vs Zombie ninja pic.twitter.com/RCskODwsyn
— Ruairi Robinson (@RuairiRobinson) February 11, 2026
yeah… pic.twitter.com/eMtRj6VfIs
— Ruairi Robinson (@RuairiRobinson) February 11, 2026
Bratt Pitt and Tom Cruise put their differences aside to fight their common enemy, some robot or whatever pic.twitter.com/RILSreXPH9
— Ruairi Robinson (@RuairiRobinson) February 11, 2026
Divulgado originalmente pelo cineasta irlandês Ruairí Robinson, o clipe viralizou nas redes sociais, reunindo milhões de visualizações e gerando tanto espanto quanto debate sobre os limites da criação digital. Com apenas um comando de texto de duas linhas, a ferramenta conseguiu entregar imagens que chegam perto do padrão cinematográfico, misturando planos elaborados, movimentos de câmera e até áudio com vozes que lembram os atores.
Mas a realidade estonteante do vídeo não apaziguou a indústria — pelo contrário. Organizações influentes de Hollywood, como a Motion Picture Association (MPA), reagiram com força, classificando o uso de trejeitos visuais e vocais dos artistas sem autorização como uma violação massiva de direitos autorais. A associação pediu formalmente que a ByteDance cesse imediatamente a atividade considerada ilegal e prejudicial às leis de propriedade intelectual.
Do outro lado, o sindicato Screen Actors Guild-American Federation of Television and Radio Artists (SAG-AFTRA) não deixou barato. Em declarações oficiais, líderes da entidade afirmaram que o episódio “desconsidera padrões básicos de consentimento, lei e ética na indústria”, dizendo ainda que essas práticas minam a capacidade dos artistas humanos de ganhar a vida com seu trabalho.
A repercussão extrapola o universo jurídico para tocar no nervo criativo: alguns profissionais veteranos, como o roteirista Rhett Reese (Deadpool, Zumbilândia), chegaram a dizer nas redes que a rápida evolução dessa tecnologia pode significar “o fim de parte do que conhecemos como cinema tradicional”.
O episódio também reacende questões que são familiares ao mundo musical — onde samples, remixagens e direitos de imagem já há tempos são campo de disputa entre criadores, gravadoras e plataformas. À medida que IA e cultura convergem, artistas de todas as disciplinas se veem desafiados a repensar quem controla a criação quando o real e o gerado digitalmente começam a se confundir.
Nem Pitt nem Cruise comentaram publicamente sobre o vídeo, e a ByteDance declarou que “respeita os direitos de propriedade intelectual” e está reforçando filtros para impedir o uso indevido de imagens reais.
Enquanto isso, nas fronteiras entre cinema, música e tecnologia, a música pop continua a ser um terreno fértil onde debates sobre autoria, remix e identidade criativa ganham novos contornos — ainda que, desta vez, com o confronto acontecendo não no topo de um prédio, mas no espaço abstrato de zeros e uns.
Fonte: People
Cinema
Cinema em alta velocidade: filme de ficção científica feito com IA em 24h ganha atenção global
Em tempos em que a tecnologia reconfigura até os alicerces da criação artística, um estúdio alemão acaba de soltar um sinal de alerta — e de inspiração — para o universo audiovisual. O coletivo criativo Dor Brothers, sediado na Alemanha, divulgou um curta-metragem de ficção científica com poucos minutos de duração que, segundo os próprios criadores, reproduz estética e escala dignas de um blockbuster de US$ 200 milhões… produzido em apenas um dia e com 100% de inteligência artificial.
We just made a $200,000,000 AI movie in just one day.
— The Dor Brothers (@thedorbrothers) February 16, 2026
Yes, this is 100% AI. pic.twitter.com/TMotM7rguY
A obra, que se espalha pela internet como um experimento técnico mais do que um produto narrativo tradicional, mistura cenários de destruição urbana, explosões e movimentos de câmera grandiosos que evocam sequências dignas de Hollywood. Mas o mais chocante não é apenas o visual: é o fluxo de produção. Sem câmeras, atores, sets físicos nem equipes técnicas convencionais, o filme foi gerado com ferramentas de IA — do conceito à composição final — em aproximadamente 24 horas.
A própria cifra de “US$ 200 milhões” funciona mais como comparativo simbólico de valor de produção do que como orçamento real. A ideia é demonstrar que algoritmos de geração de imagens, movimento e montagem já conseguem cantar na mesma tonalidade visual que grandes estúdios, acelerando uma conversa que há tempos deixava de ser ficção científica.
Nas redes sociais e plataformas de vídeo, o experimento — e experiências similares — provocam reações polarizadas: há quem clame que “isso não é cena de Hollywood; é IA em perfeito sincronismo de rosto, voz e emoção”, enquanto críticos apontam que, apesar da estética convincente, a narrativa e a profundidade emocional ainda ficam aquém do cinema tradicional.
Para o cenário musical, o impacto pode ser ainda mais profundo. Ferramentas generativas já replicam timbres, vozes, harmonias e até performances completas de artistas. Agora, transpose isso para filmes inteiros: a questão deixa de ser “o que a IA pode fazer” para se tornar “o que a arte humana vai escolher preservar”. Seja como provocação, inspiração ou avanço disruptivo, esse curta-boom de IA sinaliza que as fronteiras entre criação humana e artificial — seja na trilha sonora, seja no fotograma — estão em plena redefinição.
Fonte: The Times of India
Cinema
Hollywood Aprende com Algoritmos: A Nova Escola Gratuita de Cinema do Século XXI
Em um momento em que a tecnologia redimensiona cada aspecto da criação cultural, uma escola de cinema baseada em inteligência artificial desponta como laboratório de futuro para cineastas — e, por tabela, para narrativas audiovisuais que cruzam fronteiras entre música, imagem e storytelling digital.
A Curious Refuge, fundada em 2020 e lançada ao grande público em 2023, se apresenta como uma academia de cinema com foco em IA generativa, oferecendo cursos e oficinas que exploram desde documentários e narrativas tradicionais até publicidade e filmes experimentais impulsionados por algoritmos.
A iniciativa já formou mais de 10 000 estudantes em 170 países, com aulas em 11 idiomas — um alcance global que reflete como Hollywood e a indústria criativa em geral estão absorvendo a inteligência artificial não apenas como ferramenta técnica, mas como parte do repertório narrativo contemporâneo.
Para veteranos da indústria afetados pela recente desaceleração da produção, a transição para uma abordagem IA foi, em muitos casos, uma via de reinvenção. É o caso de Michael Eng, artista de efeitos visuais que viu na Curious Refuge a chance de atualizar seu repertório num cenário em que habilidades em machine learning se tornam diferenciais profissionais.
Do outro lado, há histórias de conversão radical: Petra Molnar, ex-higienista dental em Londres, encontrou na IA uma porta de entrada para a publicidade. Seu trabalho gerado por inteligência artificial chegou a ser projetado nos painéis gigantes da Nasdaq, em Times Square, um símbolo eloquente da fusão entre criatividade e tecnologia.
A escola funciona com aulas pré-gravadas acessíveis via assinatura, sessões quinzenais de perguntas ao vivo e uma comunidade vibrante que se comunica por plataformas como Discord. Também promove encontros presenciais em eventos como o Festival de Cannes, conectando seus alunos a redes de networking que ultrapassam o ambiente digital.
No horizonte mais amplo, consultores da indústria — como Chris Jacquemin, diretor de estratégia digital da agência de talentos WME — interpretam iniciativas como a Curious Refuge como parte de uma “nova geração de contadores de histórias”, em que os barreiras técnicas caem e a IA se torna ferramenta de democratização criativa.
Ao mesmo tempo, a ascensão dessas práticas provoca debates acalorados. A estreia recente de personagens gerados artificialmente — como a atriz virtual Tilly Norwood — gerou resistência de sindicatos de atores, evidenciando um mercado em transformação e uma cultura em processo de negociação sobre o papel humano na arte.
Para o cinema, para a música e para qualquer forma de arte narrativa que dependa de ritmo, emoção e inteligência estética, a mensagem agora é clara: quem aprender a conversar com máquinas talvez escreva os próximos capítulos da cultura pop.
Na imagem em destaque Caleb e Shelby, fundadores do Curious Refuge – Curious Refuge/Divulgação
Fonte: Dawn Chmielewski / Reuters
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